Porque é que a sua clínica tem agenda vazia mesmo com boa reputação
- Denise Da Rocha
- 20 de mar.
- 3 min de leitura
Atualizado: há 1 hora
Você é bom no que faz. Os seus pacientes recomendam-no. Tem formação de topo e anos de experiência. Então porque é que a agenda continua com buracos?
Esta é uma pergunta que ouço com frequência. E a resposta, na maioria dos casos, não tem nada a ver com competência clínica.
Reputação não paga as contas (sozinha)
Em Portugal, existem mais de 130 hospitais privados e o número de clínicas não pára de crescer. O sector da saúde privada movimenta milhares de milhões por ano e a concorrência por pacientes privados intensifica-se a cada trimestre.
Neste cenário, ser bom já não chega. Precisa de ser encontrado. E mais: precisa de ser escolhido.
A diferença entre uma clínica com agenda cheia e outra com buracos raramente está na qualidade do trabalho clínico. Está no que acontece antes de o paciente marcar consulta. Está no marketing.
Os 3 motivos mais comuns para uma agenda vazia
1. Depender apenas do boca-a-boca
O boca-a-boca é o melhor marketing que existe. Mas tem um problema: não é escalável e não é previsível. Não pode controlar quantas pessoas vão falar de si esta semana, nem garantir que essas recomendações se transformam em consultas.
Conheço clínicas excelentes que vivem exclusivamente de referências. Quando essas referências abrandam — e abrandam sempre em certos meses do ano — a agenda esvazia e o pânico instala-se.
2. Investir em marketing sem estratégia
Ter uma página de Instagram não é ter uma estratégia de marketing. Fazer posts bonitos não é ter um funil de captação. E pagar a uma agência genérica que faz exatamente o mesmo para um restaurante e para uma clínica de cirurgia plástica não é investir em marketing médico.
O que vejo com mais frequência: clínicas que gastam 500€, 1.000€ ou mais por mês em marketing digital e não conseguem dizer quanto retorno esse investimento gera. Se não sabe quantos pacientes vieram do Google, do Instagram ou do LinkedIn, está a atirar dinheiro ao ar. Se tem dúvidas sobre como funciona o marketing médico, consulte as nossas perguntas frequentes.
3. Não ter um sistema de conversão
Mesmo que atraia visitantes ao site ou seguidores nas redes, a pergunta que importa é: quantos deles marcam consulta? Muitas clínicas perdem potenciais pacientes no momento entre o "estou interessado" e o "quero agendar" — porque o site não tem um percurso claro, o número de telefone está escondido, ou ninguém responde à mensagem no Instagram em menos de 24 horas.
O problema não é a falta de pessoas interessadas. É a falta de um sistema que transforme esse interesse em agendamentos.
O que fazer a partir de agora
O primeiro passo é parar de adivinhar e começar a medir. Saber de onde vêm os seus pacientes, quanto custa adquirir cada um, e onde está a perder os que se interessam mas nunca chegam a agendar.
É exatamente isto que faço no Diagnóstico Estratégico: uma sessão de 2 horas onde analiso o posicionamento, os canais e o funil de captação da sua clínica. No final, recebe um relatório com o que está a funcionar, o que está a falhar e um plano de acçãoaçãoconcreto para corrigir.
O investimento é de 350€ e pode ser o melhor retorno que terá este ano. Porque antes de investir mais em marketing, precisa de saber onde está a perder o que já tem.
Sobre a autora: Denise Da Rocha é estrategista de marketing e vendas para médicos e clínicas privadas em Portugal. Com mais de 20 anos de experiência no sector da saúde, criou o Método DDR (Diagnosticar, Desenhar, Rentabilizar) para ajudar clínicas a construir faturação previsível. Saiba mais em denisedarocha.com.

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