É competente no que faz. Os pacientes que passam pela sua clínica recomendam-no, tem formação sólida e anos de trabalho às costas. Então porque é que a agenda continua a abrir buracos?

É uma pergunta que me chega quase todas as semanas. E, na larguíssima maioria dos casos, a resposta nada tem a ver com competência clínica.

Reputação não paga as contas (sozinha)

Portugal tem mais de 130 hospitais privados e o número de clínicas continua a subir. A saúde privada movimenta milhares de milhões por ano, e a disputa pelo paciente que paga do próprio bolso aperta a cada trimestre.

Ser bom deixou de chegar. É preciso ser encontrado por quem procura e, logo a seguir, ser o escolhido entre as opções que aparecem na mesma pesquisa.

A diferença entre uma clínica com agenda cheia e outra cheia de buracos raramente vive na qualidade do ato clínico. Vive no que acontece antes da marcação: na forma como a clínica é encontrada, comparada e escolhida. Vive no marketing.

Os 3 motivos mais comuns para uma agenda vazia

1. Depender apenas do boca-a-boca

O boca-a-boca é o melhor marketing que existe. Só tem um defeito sério: não é previsível nem cresce a pedido. Não há forma de controlar quantas pessoas vão falar de si esta semana, muito menos de garantir que essas recomendações acabam numa primeira consulta.

Conheço clínicas excelentes que vivem só de referências. Basta essas referências abrandarem, e abrandam sempre nos mesmos meses do ano, para a agenda esvaziar e o pânico entrar pela porta.

2. Investir em marketing sem estratégia

Ter uma página de Instagram não é ter estratégia. Publicar posts bonitos também não constrói um funil de captação. E contratar uma agência genérica, daquelas que aplicam a mesma receita a um restaurante e a uma clínica de cirurgia plástica, está a anos-luz de ser marketing médico a sério.

O caso que mais me aparece: clínicas a gastar 500€, 1.000€ ou mais por mês em marketing digital sem conseguirem dizer que retorno é que aquilo trouxe. Se não sabe quantos pacientes chegaram pelo Google, pelo Instagram ou pelo LinkedIn, está a atirar dinheiro ao ar. Ficam dúvidas sobre como funciona o marketing médico? As nossas perguntas frequentes são um bom sítio para começar.

3. Não ter um sistema de conversão

Pode atrair visitantes ao site e seguidores nas redes à vontade. A pergunta que decide tudo é outra: quantos marcam consulta? Muitas clínicas perdem o paciente no intervalo entre o "estou interessado" e o "quero agendar". O site não tem um percurso claro, o número de telefone anda escondido a três cliques de distância, ou ninguém responde à mensagem no Instagram dentro de 24 horas.

Interesse não falta. Falta um sistema que o converta em consultas agendadas.

O que fazer a partir de agora

O primeiro passo é deixar de adivinhar e passar a medir. Saber de onde vêm os pacientes, quanto custa trazer cada um, e em que ponto exato se perdem os que mostram interesse e nunca chegam a agendar.

É isto que faço na Auditoria Bisturi: uma sessão de 2 horas em que analiso o posicionamento, os canais e o funil de captação da sua clínica. No fim, fica com as recomendações por ordem de prioridade e uma síntese escrita do que está a funcionar, do que está a falhar e por onde começar a corrigir.

O investimento é de 350€ + IVA. Antes de reforçar o orçamento de marketing, convém perceber onde está a escapar o que já entra pela porta, porque tapar essa fuga costuma render mais do que qualquer campanha nova.

Agende a sua Auditoria Bisturi aqui.

Sobre a autora: Denise Da Rocha é estrategista de marketing e vendas para médicos e clínicas privadas em Portugal. Com mais de 20 anos de experiência no setor da saúde, criou o método Bisturi Estratégico para ajudar clínicas a construir faturação previsível. Saiba mais em denisedarocha.com.